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Comprar e vender ações todos os meses é necessário?

É natural que um investidor iniciante fique em dúvida sobre a necessidade de comprar e vender ações o tempo todo. Afinal, as inúmeras oportunidades que surgem no mercado financeiro geram este tipo de ansiedade em quem está começando a investir.

Neste artigo explicarei quais variáveis você deve ter em mente para estabelecer a periodicidade ao comprar e vender ações.

Antes da decisão, a análise

Vamos imaginar que você tem uma carteira de ações composta, inicialmente, por uma recomendação que você seguiu. É bom ressaltar que o principal objetivo da recomendação é direcionar a sua pesquisa.

No outro mês, você volta a pesquisar e percebe que algumas ações em que você investe saíram da carteira recomendada. “Puxa, será que esta ação deixou de ser boa?”. A resposta é não. Às vezes ela ainda possui bons fundamentos, mas outras empresas têm um potencial de alta maior do que a sua.

Neste momento, você vai começar a entrar nos fóruns para se envolver com as pessoas que possuem os mesmos ativos e entender os indicadores, análises fundamentalistas e gráficos para avaliar a qualidade da sua ação e o potencial de retorno futuro.

Também é interessante buscar informações sobre qual é a opinião da sua corretora, ou do seu banco, sobre o relatório de administração obrigatório que foi publicado nesse trimestre e se isso muda ou não o rumo da empresa. Assim, conseguirá avaliar se o retorno sobre o ativo, o endividamento, a liquidez e a distribuição de dividendos continuam iguais.

Se os indicadores estão preservados, a ação pode não estar numa carteira recomendada porque, nesse momento, o preço dela encareceu. No entanto, como você comprou lá atrás, mais barato, é interessante mantê-la em sua carteira.

A importância dos custos ao comprar e vender ações

Continuando nosso raciocínio, vamos supor que você tenha uma empresa com um potencial de alta de 15%. No entanto, você está cogitando ter outra com potencial de alta de 20%.

É preciso lembrar que o imposto de renda pode ser pesado, ao vender a ação que você possui. Adicionando custos de corretagem e emolumentos, você pode até tirar um bom valor da ação atual para comprar outra que tenha potencial de alta um pouco maior, mas no custo você acaba perdendo.

Essa é uma das muitas situações normalmente ignoradas, principalmente quando você tem uma empresa com potencial de alta ainda interessante, ou uma ação boa pagadora de dividendos. Então, não é interessante comprar e vender o tempo todo.

Conclusão

Investir é dar atenção àquilo que é seu. Se você tivesse imóveis em sua carteira, teria que, a cada troca de inquilinos, saber se a parede está em ordem, bem pintada, se não tem danos ou se tem que cobrar dele algum tipo de reparo para poder preparar o imóvel para um próximo inquilino. Investir em ações não é diferente.

É um envolvimento que parece, para muitas pessoas, um escândalo de necessidade de informações e orientações. Mas quando você se envolve, tem uma grande oportunidade de participar de um mercado que é simples de atuar.

Dessa forma, perceberá que não é necessário comprar e vender ações todo mês, mas sim estar atento às oportunidades (e aos custos envolvidos) para tomar as melhores decisões.

Sucesso em suas escolhas.

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